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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Um mês!

E já cá estamos há um mês!
Entre compras, arrumações, limpezas, decorações, almoços e jantares, convívios, museus, parques, shoppings, monumentos, templos, viagens de avião, carro, autocarro, metro e táxi, muito haveria para dizer neste balanço de um mês de aventuras. E descanso…ao contrário do que as “más línguas” têm dito, eu não tenho descansado muito…quase nada! O tempo livre passado em casa tem sido dedicado à leitura de um excelente livro de Carlos Ruiz Zafón e à escrita destes pequenos textos quando a inspiração surge…e as crianças o permitem!
Destaques deste primeiro mês: em primeiro lugar a minha Micas. Para aqueles que não sabem, eu trouxe a minha gata para, também ela, ficar de olhinhos em bico. Sabem como é, quando me meto à aventura arrasto sempre mais alguém comigo. Quando se colocou perante nós a certeza de que vínhamos, uma preocupação foi saber que destino dar à gata. Em casa não podia ficar, com os meus pais também não, dá-la para adoção era muito doloroso…mas teria sido uma opção se não pudéssemos suportar os gastos. E eis que, mais uma vez, o maridão amoleceu o coração e lá concordou com a minha vontade de a trazer connosco. <3 Depois de semanas a fio de planeamento da viagem da Micas e do stress que foi ter todos os documentos, vacinas, exames e carimbos certos, veio outra preocupação: a viagem. A Micas nunca aguentou uma viagem de carro, por muito curta que fosse, sem miar aí umas cem vezes, por isso acreditem quando vos digo que era a minha grande preocupação na viagem para cá. Felizmente a minha companheira de 10 anos conseguiu surpreender-me, portou-se muito bem e a chegada à nova casa foi um alívio para as duas. Facilmente se adaptou ao espaço, já tem os seus cantinhos definidos, tem estado muito bem. Tão bem, tão bem que já quer voltar aos velhos (maus) hábitos de atacar os sofás!! Vêm só como está adaptada?! Acho que me posso considerar uma felizarda porque tive a possibilidade de a trazer connosco mas não posso condenar aqueles que não o fazem pois os entraves são tantos, a burocracia é absurda e os valores são exageradamente altos.

O outro ponto de destaque deste primeiro mês foi a chegada da minha carta de condução e, consequentemente, as minhas primeiras saídas com o carro. Bem…a primeira vez foi um verdadeiro teste mas o relato fica para uma próxima. ;)

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Lar, doce lar!

Ao cabo de três semanas na China não me faltam temas para debater, relatar, divagar, esmiuçar sobre esta cultura tão diferente da nossa. No entanto, e porque tenho andado ausente do blog, vou fazer a vontade a algumas pessoas e vou falar da vida familiar. Sim, eu sei, preferiam alguns que vos relatasse mais aventuras com passadeiras, transportes públicos, compras ou a (falta de) comunicação porque eles não entendem nadinha de inglês…e eu nadinha entendo de mandarim. Fica para a próxima. Está prometido!  :D
Hoje o tema é a nossa casa. E é um tema bem importante pois a casa onde vivemos deve ser confortável, deve ser a nossa cara. A nossa casa fica situada numa zona residencial a alguns minutos de carro de muitas embaixadas, centros comerciais, mercados e restaurantes. Temos o Costa Coffee (YES!), o Starbucks (YES, YES, YES!), o estádio do Beijing Guoan Football Club mesmo ao pé, o Instituto Francês no r/c do prédio e o Instituto Cervantes a dois minutos a pé. Estamos bem servidos de vizinhos europeus mas, que saibamos, somos os únicos Tugas nas redondezas! É caso para dizer: somos poucos, mas bons!
Moramos num condomínio privado com seguranças à porta e um parque automóvel de fazer inveja a qualquer um. Para estacionar o nosso modesto carro na garagem passamos por Range Rovers, Porches, Maserati, BMWs, Mercedes, Lexus e outros que tais! Uma pessoa até se perde!
O condomínio tem 4 prédios com 30 andares cada um. Nós moramos no 6º que no fundo equivale a um 5º pois o número 4 parece dar azar por estes lados e então não existe 4º andar. Esquisitos? Talvez! E nós com o 13? Também não somos muito normais, pois não?!
Nunca morei numa casa tão grande. Quase 270m² de área. Que fixe, dizem vocês! Que trabalheira para limpar tudo, digo eu! ;)
E por falar em limpezas…boa parte do tempo que aqui passei até agora foi a tornar esta bela casa ainda mais bonita, confortável e habitável. Lavar paredes, vidros, cortinas, casas de banho, cozinha, escritório, quartos…está quase tudo feito, mas nada teria sido possível sem a preciosa ajuda dos meus pais que de turistas viraram “empregadas domésticas” e nos deram uma preciosa super ajuda. Ahhhh… as duas idas ao IKEA também foram bastante proveitosas…e dispendiosas!De qualquer forma, a nossa casa já não é só uma casa. É um lar! Um lugar de reencontro, de família unida, de risos, de partilha, de projetos e sonhos. 


                                                                                                             
 O quarto dos miúdos
Sala de estar
Sala de jantar
Cantinho dos brinquedos
O nosso quarto
pormenor do corredor
A cozinha












quinta-feira, 23 de julho de 2015

Um cheirinho de Portugal

Hoje foi dia de surpresas gastronómicas.
Deambulando pelos corredores do supermercado descobri alguns produtos bem portugueses (e bem caros!) e não resisti a alguns. Para começar, descobri canela em pó. Sim, pode parecer estranho, eu sei. Há imensa canela em pau à venda por aqui já que os chineses lhe dão uma utilidade diferente daquela a que estamos habituados. Em casa usava a canela, essencialmente, para polvilhar doces . Aqui eles usam-na, por exemplo, como tempero de carnes.
Descobri também vinagre balsâmico. Pronto, talvez não considerem um produto verdadeiramente português mas aí em casa usava-o imenso para temperar saladas e o André é um verdadeiro guloso por este tipo de vinagre. Depois do susto que apanhei com o último vinagre que comprei (simplesmente intragável), encontrar este foi simpático.
Também encontrei croissants, latas de Sumol (ananás e laranja) e atum. Por breves instantes até parecia um supermercado português! 
No entanto, o ponto alto foi descobrir pastéis de nata à venda aqui bem perto numa padaria. Não têm exatamente o mesmo sabor que os nossos, mas são deliciosos e depois do bife com batatas fritas e ovo estrelado do jantar, vieram mesmo
Pastéis de nata "chineses"!
a calhar! ;)

terça-feira, 21 de julho de 2015

Em Pequim há 8 dias

Chegámos há uma semana. A viagem foi excelente apesar de ter demorado muitas horas. Não apanhámos turbulência e o serviço em “business class” é definitivamente um mundo à parte. Uma experiência muito boa. À chegada filas intermináveis para mostrar passaportes e vistos. A passagem do Terminal onde aterrámos até à zona de recolha das bagagens é feita por metro já que o aeroporto é enorme. Nunca vi semelhante! Depois foi tratar das papeladas da Micas. Entre uma coisa e outra saímos do aeroporto quase 3 horas depois de termos aterrado! Que estafa! À saída, a recompensa: o maridão à espera com um sorriso “de orelha a orelha” e a família, finalmente, junta e feliz! J
Numa semana aprende-se muito da cultura chinesa. Pequim é uma cidade cosmopolita, enorme, com milhões de pessoas. Para quem está habituado ao bulício do Porto e Gaia, Pequim é de causar tonturas aos mais sensíveis. (!!)
Factos:
- Aqui não se respeitam os peões. Este foi o primeiro ponto da minha lista pois choca-me profundamente que esta gente não respeite os sinais de trânsito e considere os peões abaixo de cão. Na hora de atravessar ruas, em plena passadeira e com o sinal verde, o peão arrisca a vida e faz verdadeiras gincanas para poder chegar ao outro lado ileso.
- Os transportes públicos são mais baratos, bastante. Metro, autocarros, comboios, táxis…é só escolher. Para já só experimentei o Metro. É facílimo de utilizar e super barato. É também bastante seguro, eficiente e limpo. O único problema é a escassez de acessibilidades para deficientes ou carrinhos de bebés.
- A comida chinesa é divinal! Pronto…esta parte eu já sabia, esta semana só o veio confirmar. E escusam de estar aí a torcer o nariz. A comida que aí se come nos restaurantes chineses não tem absolutamente nada a ver com a comida que aqui se come. Acreditem!
- As entradas nos espaços culturais, monumentos e museus é muito mais barata do que em Portugal e os chineses, ao contrário de nós, preservam muito bem o seu património cultural.
- Poucos chineses falam inglês. Eu só sei dizer 3 palavras em mandarim. Isto significa sarilhos.
- Esta gente é VICIADA em telemóveis. hihihhihihi


Segurança à entrada da estação do metro
E muito mais haveria a dizer mas o tempo escasseia e este texto já vai longo. Prometo notícias para muito breve. Beijos 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

1 dia!

Novidades fresquinhas!
Nestes últimos dias a minha vida tem sido tudo menos calma e monótona. A lista de afazeres é atualizada diariamente e quando parece que está a diminuir, eis que surge mais qualquer coisa.
Chocolatinho bom oferecido
pela "chefinha"!
Hoje foi dia de fazer as malas. Está quase tudo lá dentro! :) Pelo meio tive tempo de ir às compras, de tomar café com uma amiga e de me despedir de mais duas! Não vale a pena voltar a referir que NÃO GOSTO DE DESPEDIDAS, pois não? 
Ainda assim tinha que ser pois estas duas queridas
foram sempre impecáveis comigo, grandes profissionais 
e umas senhoras a valer que vão deixar saudades. 
Balanço final do dia? Cafés a mais no organismo, 
um gelado divinal, uma tablete da Hussel deliciosa 
e mais umas quantas lágrimas reprimidas! 
E as malas, claro, as malas!!! 

Despedidas

Não gosto de despedidas. Já o tinha dito! Apesar disso, é muito difícil evitá-las! Pessoalmente, por mensagem ou por telefone custam sempre a digerir. Hoje o André foi despedir-se da equipa da Dragon Force. Não estavam lá todos os colegas, nem sequer os que lhe são mais chegados, mas gostei muito de ver o carinho com que o "mister" se despediu dele. Comoveu-me e sei que o meu menino, no seu modo desajeitado e envergonhado, se sentiu triste por não poder partilhar mais momentos com aquela equipa. São 4 anos de futebol, 4 anos de Dragon Force. Ninguém espera que venha a ser um grande craque mas nestes 4 anos cresceu enquanto criança e aprendeu valores que nem sempre se conseguem transmitir na escola ou em casa. Foi bonito de ver a despedida que lhe fizeram e comoveu-me. Eu sei que estamos a fazer a coisa certa, mas são momentos como este que me fazem vacilar.

sábado, 4 de julho de 2015

E faltam 7 dias!
O relógio não pára! 16 volumes carregadinhos de roupa, calçado, produtos de higiene, cadeira auto para a miúda, brinquedos, livros e jogos seguiram viagem ontem. 260 kg de vida portuguesa a caminho de Pequim. Com eles seguem sonhos, ambições, promessas, inseguranças e muita esperança!
A semana que passou foi muito enervante e preenchida e a lista de afazeres parece aumentar de dia para dia em vez de diminuir. Chegou a hora de comer coisas portuguesas, regionais, caseirinhas e deliciosas. Talvez (!!) não sejam as escolhas mais saudáveis, mas são as que me estão a dar mais prazer e as que vou relembrar com mais saudade daqui a uns tempos. 
Brincos oferecidos pela Helena
Porta chaves oferecido pela Antónia,
para colocar chaves da casa nova
Chegou também a hora das despedidas. Quem me conhece sabe bem que não gosto de o fazer. Para mim é sempre um "até já", um "ai não nos vamos despedir agora que ainda nos voltamos a ver antes de ir!"...invariavelmente isso não acontece. Não gosto de despedidas. Gosto de reencontros, de abraços calorosos, de sorrisos rasgados e braços abertos. É isso que vou encontrar lá...do outro lado do mundo, a milhares de km daqui. 

Jantar no Taberna Lusitana
com as cúmplices do costume